segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Progestão - Parte 1

Olá gente boa!!!!

Bem resolvi publicar aqui o artigo que escrevi quando fiz o curso de PROGESTÃO porque encontrei com algumas amigas, esse final de semana, que estão fazendo o curso agora e mesmo com inúmeras mudanças na dinâmica do curso, acho que o artigo vai ajuda-las e pode ajudar quem ta ai meio perdido ou precisando de "inspiração". Espero que gostem! A todos uma boa leitura, bons estudos e comentem sobre o que acharam do artigo

Xero a todos





A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO ESCOLAR NO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO DA ESCOLA ESTADUAL ÚLTIMO DE CARVALHO NO ANO DE 2010




Gardênia Martins Guedes Gomes



RESUMO


Este trabalho tem como objetivo analisar a importância da gestão escolar nas ações do Projeto Político Pedagógico(P.P.P.), refletindo o papel do gestor escolar na construção e execução das ações do P.P.P., discutindo como é desenvolvida a convivência democrática na escola e apresentando práticas e ações desenvolvidas na Escola Estadual Último de Carvalho localizada na cidade de Couto Magalhães, Tocantins no ano de 2010.Acredita-se a gestão de forma democrática e participativa onde os agentes envolvidos no processo educacional enxerguem no gestor um líder que norteie e  oriente com segurança o processo educacional e este por sua vez contribua de forma significativa para a construção e execução do P.P.P..A metodologia usada foi a pesquisa bibliográfica, a observação in loco e  a analise das experiências de sucesso realizadas na Escola Estadual Último de Carvalho e foi utilizado o método dedutivo hipotético


PALAVRAS-CHAVE: Gestão democrática. Projeto Político Pedagógico.



INTRODUÇÃO
A necessidade de mudanças na gestão educacional é fator preponderante para melhoria na qualidade de ensino, pois como já foi exaustivamente discutido, falar apenas não basta, é necessário que a gestão educacional desenvolva tanto na comunidade escolar quanto na local a necessidade de se comprometer com as ações que dêem verdadeiro significado a escola.
É importante que as ações desenvolvidas na escola tenham a participação de todos e a comunidade enxergue no gestor alguém que norteie um caminho a ser seguido, mas que também sintam a segurança e o compromisso do mesmo no processo educacional.
Umas dessas ações a serem desenvolvidas na escola é a construção e execução  do  Projeto  Político  Pedagógico    (P.P.P),  e  o  papel  do  gestor  nesta
 

Gardênia Martins Guedes Gomes – Graduada em Pedagogia e Administração de Empresas e Pós-Graduada em Psicopedagogia – atuando na Escola Estadual Último de Carvalho- Couto de Magalhães – TO, .

construção coletiva que deve ter como objetivo a analise da importância da gestão  escolar  nas  ações  do  Projeto  Político Pedagógico, bem como refletir o papel do gestor escolar na construção e execução das ações do Projeto Político Pedagógico e discutir como é desenvolvida a convivência democrática na escola apresentando as ações desenvolvidas na Escola Estadual Último de Carvalho para a construção e execução do P.P.P. Atendendo estes objetivos foi realizado este trabalho usando a pesquisa bibliográfica, a observação in loco e  a analise das experiências de sucesso realizadas na Escola Estadual Último de Carvalho e foi utilizado o método dedutivo hipotético
Durante a construção e a execução do P.P.P. é importante que a gestão se apresente de forma democrática e garanta a participação de todos independente da posição social ou intelectual ou mesmo se as ideias apresentadas divergem das suas. A função do gestor neste contexto é a de discutir, analisar e construir soluções para os problemas surgidos de forma coletiva. Problemas irão surgir e obstáculos também, porém o verdadeiro gestor deve aprender a lidar com estas divergências e usá-las a favor da construção de uma educação melhor.
É válido lembrar que o gestor sozinho não faz muita coisa, ou se faz, o que faz não tem muito significado, já que as ações que resultarão em resultados positivos serão aquelas construídas e executadas de forma coletiva, envolvendo a parte administrativa, docente, discentes, pais, família e comunidade.
Para a transformação efetiva das práticas de gestão, deve-se levar em consideração alguns princípios como os da Legalidade, impessoalidade, flexibilidade, unidade, publicidade, eficiência e também comportamentos como liderança democrática, ética, sigilo, comprometimento, criatividade, trabalho em equipe e assim se desenvolva um ambiente de crescimento e desenvolvimento de práticas que façam a diferença na educação e na formação dos que dela participam.
Sobre esta visão e levando em consideração o contexto e os entraves de uma escola pública, esta pesquisa parte do seguinte questionamento: por que a gestão escolar é importante no Projeto Político Pedagógico ? Qual a diferença que ela pode fazer na construção e execução das ações do P.P.P. ? Como promover e articular as pessoas no processo de gestão democrática?

1-    CONSTRUINDO E DESENVOLVENDO PRINCIPIOS DE UMA CONVIVÊNCIA DEMOCRÁTICA NA ESCOLA
É comum ouvir falar de gestão compartilhada nas Unidades Escolares, porém este compartilhamento de decisões e responsabilidades sobre os resultados obtidos deve ocorrer de forma significativa, continua e envolver todos que participam deste ambiente.
Quando se discuti sobre convivência democrática na escola vale lembrar que embora a diversidade de cultura, conhecimentos, valores e informações sejam imensas e muitas vezes existe um abismo entre o que se fala e o que se faz, é necessário diálogo, ação cooperativa e a participação de pais, alunos,  professores, equipe administrativa, família, parceiros, associações e todos que de forma direta ou indireta participem deste processo educacional, afim de promover soluções e encaminhamentos para os conflitos diários e a construção de valores de ética e de cidadania.
Conforme CARVALHO (2001, p.8)
“O convívio democrático na escola é um processo desafiador, que se constrói a cada dia, envolve toda a comunidade escolar e suas relações com o ambiente externo. Ele não depende de ações isoladas, radicais, que uma vez executadas arrancam o mal para sempre. A construção do convívio democrático está entranhada em todas as ações da escola.”

É de conhecimento geral que a educação deve formar o cidadão de forma integral, então nada mais óbvio que para que isso ocorra cada elemento integrante desta formação assumam e compartilhem responsabilidades nas múltiplas áreas de atuação da escola, ou seja, ultrapassem os muros das unidades escolares e se envolvam com o processo educacional criando sempre um novo caminho para atingir o objetivo maior: a educação. Para que isso ocorra de forma democrática é importante que a liberdade para a atuação e intervenção esteja presente, pois só assim as pessoas sentirão capazes para criar e propor soluções para os problemas surgidos.
Dentro deste contexto é fundamental a presença de pessoas proativas, que apresentem iniciativa, criatividade, interesse e que sejam capazes de apresentar resultados além do que lhe foi proposto. Na construção e execução do P.P.P. isso se torna evidente e para isso é necessário que o gestor seja não apenas um mero espectador, mas uma dessas pessoas proativas e que exerça a liderança valorizando e incentivando a participação de todos.
CARVALHO(2001, p.24) entende que:
Para que a liderança seja bem sucedida, é necessário que o gestor se conheça, compreenda os seus próprios valores, aonde quer chegar e os caminhos que deve percorrer. Que tenha convicção a respeito de suas metas para que assim elas se concretizem, que mantenha um comportamento coerente com a autoridade que o cargo lhe confere e exija senso de responsabilidade dos outros dentro de sua escola.

Na análise realizada na Escola Estadual Último de Carvalho, observou-se que é característica da gestão desta unidade a criatividade, a percepção do macro, o trabalho em equipe, a agilidade na resolução de problemas, a objetividade, a confiabilidade e a ética. Tais características facilitam a construção e o desenvolvimento de princípios de uma convivência democrática na escola.


2-    PROMOVENDO, ARTICULANDO E ENVOLVENDO AÇÕES DAS PESSOAS NO PROCESSO DE GESTÃO DEMOCRÁTICA

Atualmente a discussão sobre o envolvimento das pessoas no processo de gestão das unidades escolares é constante visto que é a partir do trabalho coletivo que os resultados positivos aparecerão e o gestor escolar será o fio condutor que promoverá e articulará as pessoas no processo educacional.
Nessa concepção o gestor escolar deve propiciar um trabalho participativo, democrático e dialógico onde há troca de experiências e construção de conhecimento.
Embora os entraves sejam muitos, cabe a equipe gestora a capacidade de pensar e desenvolver estratégias para motivar as pessoas a se envolverem e participarem da vida escolar. Conforme DOURADO (2001, p. 33) ,” as possibilidades de motivação são várias, desde a concepção e o uso dos espaços escolares até a organização do trabalho pedagógico.” Nas escolas públicas essa participação acontece de várias formas, como por exemplo, na formação e atuação do grêmio estudantil, da associação de pais e mestres entre outras. Ou seja, quanto mais sujeitos sociais participando ativamente dos processos educacionais melhor, pois assim a democracia será exercida e as pessoas envolvidas poderão decidir e por em prática suas decisões.
Parafraseando DOURADO (2001. p.50)
“Dentre as responsabilidades da equipe gestora, uma das que mais podem contribuir para a melhoria da qualidade da educação é a promoção de ações de mão dupla: da escola para a comunidade e desta para a escola. Essa é capacidade essencial para que as equipes gestoras das escolas públicas enfrentem novos desafios, reduzam desigualdades, aceitem trabalhar com as diferenças e construam com autonomia o projeto político pedagógico da escola.”

 Essa autonomia deve ser vista como um conjunto de possibilidades e limites ancorados na lei e direcionada aos aspectos pedagógicos, administrativos e financeiros . Com a autonomia estabelecida a escola constrói as ações do seu P.P.P e a equipe gestora avalia e estabelece vínculos entre o que foi elaborado e o que as políticas e programas propõem para que assim a proposta pedagógica desencadeie a participação social nas tomadas de decisões, no planejamento, na avaliação mas que ao mesmo tempo esteja associada aos mecanismos legais e institucionais.
Sendo o sucesso e o bem-estar do aluno o foco da escola, à gestão escolar cabe desenvolver competências necessárias a participação dos membros da comunidade escolar e local. Descentralizar o poder de decisão e aproveitar a participação consciente destes membros é um bom começo para que um clima de confiança se estabeleça e assim as opiniões fluam.
Nas observações realizadas na Escola Estadual Último de Carvalho, notou-se que a comunidade escolar é bastante integrada à comunidade local. A gestão é democrática, transparente e todos participam e escolhem juntos o que e como fazer. As prestações de contas são afixadas nos murais do pátio da Unidade Escolar e analisadas pelos membros da Associação de Apoio Escolar, compostas por membros da comunidade escolar e local. Há reuniões para se discutir as necessidades da escola e nessas reuniões pode-se apresentar sugestões que foram bem aceitas pela comunidade, como por exemplo, realizar um bingo, na praia próxima a escola a fim de angariar fundos para a montagem do laboratório de informática. O bingo foi realizado com ajuda de todos, desde os alunos, a comunidade escolar inteira até a comunidade local.
Em ações como esta, fica nítido a participação, o interesse dos pais e amigos da escola e a consciência de sua importância no processo de ensino-aprendizagem de seus filhos.
Outras ações também foram sistematizadas como: o atendimento individualizado, com aulas de reforços, aos alunos que apresentam dificuldades de leitura e escrita; o uso adequado dos espaços escolares, com o oferecimento de oficinas de reciclagem, jogos, apresentações de palestras sobre drogas, sexualidade, higiene, educação tributária, e outras de interesse da comunidade.
Em suma, é a boa gestão, participativa e democrática, identificada por resultados positivos que melhora a aprendizagem

3-    O TRABALHO COLETIVO E A CONSTRUÇÃO DO P.P.P.

O Projeto Político Pedagógico é um instrumento teórico-metodológico que confere a escola sua identidade, sua forma de trabalhar, que indica o caminho que a escola deve seguir para atingir os objetivos pré estabelecidos. É através deste instrumento que a escola buscará melhorias para as práticas educacionais de forma consciente, efetiva, participativa e direcionada aos objetivos. É elaborado pelos vários seguimentos da comunidade local e escolar, que visam com suas decisões inovar a prática pedagógica apontando novos caminhos pra situações que precisam ser modificadas. Por tanto, a partir de um P.P.P. construído de forma coletiva e orientado por um gestor democrático, participativo e bem preparado, o planejamento, o serviço bem feito, a aplicação correta do dinheiro da escola  e a otimização do tempo serão fatores que farão a diferença para a obtenção de uma aprendizagem de qualidade. 
Destaca-se, a respeito dessa questão, que o trabalho coletivo é o melhor meio para construção de práticas educacionais eficazes e eficientes. É através da participação consciente e da liberdade responsável que os membros da comunidade escolar e local discutirão os problemas e buscarão alternativas viáveis.
A participação efetiva das pessoas na transformação do atual cenário educacional dá a elas a percepção que são importantes e que podem fazer a diferença, que não são apenas fantoches do sistema educacional e assim faz com que elas se  tornem co-autoras e responsáveis pelos resultados o que consequentemente força-as analisar, discutir, refletir como podem melhorar sua prática.
Nesse processo o gestor educacional é obrigado a inovar constantemente sua postura administrativa, a propor, provocar, criar espaços e oportunidades para participação de todos. Numa perspectiva democrática, a equipe diretiva faz um trabalho que une os três pilares: família, escola e sociedade e deles extrai ações compartilhadas que fortalecem o âmbito educacional.
Os anseios da sociedade são atingidos quando todos que dela participam se envolvem ativamente com o processo e para isso é necessário que as informações sejam claras e coerentes, que um clima de confiança e respeito seja garantido, que as opiniões apresentadas sejam ouvidas e aproveitadas sem distinção de credo, posição social ou cultural. Neste modelo, a atuação da gestão deve ser vista como prática social orientadora para construção das ações da organização de ensino. 
Como afirma Freire citado por Aguiar( 1999, p.115) :
“O educador ou coordenador de um grupo é como um maestro que rege uma orquestra. Da coordenação sintonizada com cada diferente instrumento, ele rege a música de todos. O maestro sabe e conhece o conteúdo das partituras de cada instrumento e o que cada um pode oferecer. A sintonia do maestro com cada um e com todos é que possibilita a execução da peça pedagógica. Essa é a arte de reger as diferenças, socializando os saberes individuais na construção do conhecimento generalizável e para a construção do processo democrático.

Na Escola Estadual Último de Carvalho nota-se que o Projeto Político Pedagógico é executado de forma responsável por todos os agentes envolvidos. Os alunos participam de ações que favorecem um melhor desenvolvimento da aprendizagem como as participações em concursos de leitura, de soletrando, de gincanas de português e matemática, dentre outras. As aulas são de forma significativa, partindo do que os alunos já sabem para os novos conhecimentos e acontecem em ambientes agradáveis, com material tecnológico alfabetizador.
Nesta Unidade Escolar os professores planejam juntos e procuram nas parcerias, a chance de atingir os objetivos pré-estabelecidos. Como parcerias, pode-se citar a participação de membros do conselho tutelar, de secretário da saúde municipal, enfermeiros e pais, que realizam junto a esta escola, ações favorecendo um melhor desenvolvimento educacional dos alunos. Quanto à avaliação, os professores realizam diversas atividades avaliativas e procuram sempre, respeitar o fato de que cada aluno tem um tempo e uma forma diferente de aprender.
Durante este trabalho, pode-se colocar em prática diversos conhecimentos adquiridos teoricamente, pois aconteciam intervenções e discussões constantemente, fato que gerava mais idéias, já que novas experiências eram socializadas.

4-    O GESTOR ESCOLAR E O PPP

Conforme CHIAVENATO (2004), “Falar de Gestão é falar de gente, de mentalidade, de vitalidade, ação e proação.” Então nesta visão vale lembrar que o gestor escolar deve objetivar metas tangíveis e que as mesmas só serão atingidas através da ação conjunta das pessoas e que para o sucesso das ações desenvolvidas no P.P.P. é primordial a presença de um gestor escolar que se preocupe com o coletivo, que enxergue na diversidade uma oportunidade para se produzir algo que alcancem os objetivos estabelecidos coletivamente. Esse gestor deve ser um líder democrático onde sua gestão crie multiplicadores de conhecimentos e estes sejam conscientes do seu papel na educação formal e continua de qualidade.
O gestor escolar tem competência para desenvolver estratégias participativas como forma de garantir uma educação significativa e transformadora.  E em geral aceita os desafios e motiva positivamente sua equipe. É fundamental que esta equipe gestora atue com a comunidade local e escolar e que desenvolva nos seus integrantes o potencial de trabalho, fazendo com que os liderados sintam-se capazes de realizar com sucesso ações que promovam a aprendizagem.
LUCK(2008.p.111) entende que  “Dessa forma, constroem-se perspectivas promissoras de transformação das instituições e práticas educacionais, concomitantemente com a transformação das próprias pessoas.”
A construção do P.P.P. é uma tarefa complexa que requer do gestor educacional preparo técnico, conhecimento sobre os fundamentos da educação, seus processos, como também conhecer a legislação vigente no país e no estado que atua, para que ao ser submetido aos entraves educacionais não se assuste e seja capaz de conduzir a equipe à produção de resultados satisfatórios sem, no entanto abrir mão de suas obrigações legais.
Já ficou corroborado que quando as escolas são administradas por lideres que valorizam a eficiência, a liderança, a criatividade, a participação consciente e responsável das pessoas que nela se envolvem, um ambiente de trabalho tranqüilo é formado e a aprendizagem flui de forma natural e salutar. Assim são criados e desenvolvidos programas, projetos e ações que são compartilhados e complementados por todos através de atividades que acontecem dentro e fora dos muros escolares.
No processo de construção do P.P.P. é fundamental que o gestor crie mecanismos e condições favoráveis que envolvam todos os segmentos da comunidade, pois desta forma possibilitará que a escola construa seu espaço democrático, comunitário e público onde todos sejam co-responsáveis pelos índices atingidos.
Conforme LUCK (2008. p.81)
“... corresponde a dar vez e voz e envolver na construção e implementação do seu projeto político-pedagógico a comunidade escolar como um todo: professores, funcionários, alunos, pais e até mesmo a comunidade externa da escola, mediante uma estratégia aberta de diálogo e construção do entendimento de responsabilidade coletiva pela educação.”

Na Escola Estadual Último de Carvalho, localizada no Distrito de Peixelândia, no município de Couto Magalhães, a Gestão não poderia ser diferente. É uma Unidade Escolar que possui um Projeto Político Pedagógico escrito e construído com participação de toda a comunidade local e escolar. Embora seja uma escola que atenda a um número reduzido de alunos, oferecendo apenas o Ensino fundamental de 1º ao 9º ano com salas multisseriadas e as duas primeiras séries do Ensino Médio na modalidade Direito de Aprender, totalizando o atendimento a 115 alunos, sendo estes de zona rural e bastante carentes, a gestão se preocupa em atender as necessidades desta localidade, liderando o trabalho pedagógico, tendo como norte as ações propostas no P.P.P., criando condições adequadas de trabalho, promovendo respeito e confiança, definindo e distribuindo tarefas, dando apoio aos que estão sob sua liderança, revendo e avaliando resultados, assegurando, assim, condições para o alcance dos objetivos estabelecidos coletivamente.
Percebe-se que mesmo com o número reduzido de alunos e consequentemente com uma estrutura curricular que impossibilita a existência de bibliotecários, orientadores educacionais, a inexistência de salas de informática, computadores conectados a internet, quadra poliesportiva coberta e problemas quanto à condição financeira dos alunos que apresentam a carência de material didático, a Gestão Escolar junto com as comunidades local e escolar busca amenizar os problemas que refletem no ensino e na aprendizagem com ações como: aulas diversificadas, trabalho de campo, Projetos Educacionais – de leitura e escrita, raciocínio lógico, palestras sobre temas diversos e contextualizados como – meio ambiente, sexualidade, drogas, higiene e saúde, alimentação,educação tributária, caminhadas de conscientização, mobilizações para construção de ambientes informatizados, arborização, oficinas de reciclagem, a analise e discussão dos índices de aprovação e reprovação alcançados pelos alunos, realização de reforço escolar individualizado, consolidação de parcerias com secretarias municipais, conselho tutelar, associação de pais e mestres, realização de formações continuadas para professores e demais funcionários e a orientação e acompanhamento dos planejamentos dos professores.
            Em vista disso, conforme indicado por LUCK (2008.p. 80) “o processo educacional só se transforma e se torna mais competente na medida em que seus participantes tenham consciência de que são responsáveis pelo mesmo” e em acordo com essa óptica, é isso o que acontece na Escola Estadual Último de Carvalho, seus membros se preocupam em mudar e transformar a realidade educacional e contam com a efetiva ajuda, e por que não dizer, parceria do seu gestor.

CONCLUSÃO
Ao analisar o cenário educacional da    Escola Estadual Último de Carvalho, localizada no distrito de Peixelândia no município de Couto Magalhães, ficou comprovado que é possível fazer a diferença através de uma gestão que se apresente de forma democrática, que valorize a produção de sua equipe e dos parceiros que de forma direta ou indireta tentam melhorar a educação.
Durante a execução desta pesquisa pode se perceber a segurança, o preparo técnico e emocional apresentado pela equipe gestora, fato que traduz a importância da mesma na construção e execução das ações do P.P.P., pois através da formação e de princípios sadios de convivência as pessoas são articuladas e envolvidas no processo de gestão que é bastante democrática.
Quando defrontada com os entraves de uma escola pública e atendendo a uma clientela carente, a equipe gestora não se desmotivou ou abandonou suas responsabilidades, mas de forma democrática e consciente, se apresentou como uma seta que embora aponte o caminho a ser seguido, sempre está nele. Assim sendo, tanto a comunidade local quanto a escolar, confia na equipe gestora e com ela construiu, executou, avaliou o P.P.P. e constantemente faz as adaptações necessárias para que os problemas surgidos sejam resolvidos com a participação e o compromisso de todos.
É importante ressaltar que os envolvidos no processo educacional servido na Escola Estadual Último de Carvalho têm acima de tudo consciência do seu valor pedagógico, fato que os impulsiona a produzir sempre mais e melhor, a apresentar soluções, a resolverem problemas não só dentro da escola, mas também no entorno da mesma, a formar não apenas alunos, mas cidadãos críticos e conscientes do seu papel na sociedade, a apresentarem o conteúdo de forma significativa, respeitando o tempo de aprendizagem de cada um e extraindo deles o melhor que podem dar, enfim se comprometerem de verdade e de forma significativa e necessária no desenvolvimento tanto dos alunos quanto no seu próprio. Outro fator que é importante relembrar é que o clima estabelecido nesta Unidade Escolar convida ao desenvolvimento destas práticas, já que a gestão se apresenta de forma democrática e norteia os participantes deste processo educacional à com autonomia desenvolverem projetos, ações e atividades que propiciem o desenvolvimento da capacidade intelectual dos que dela participam e para isso usam também o rico espaço escolar e transformam assim as dificuldades em oportunidades.
Após o desenvolvimento deste estudo, surge uma certeza: é com a participação de todos, de forma consciente e regidos por uma equipe gestora democrática, que melhorias na educação e na sociedade irão surgir e fazer a real diferença. 

BIBLIOGRAFIA

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CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de pessoas: e o novo papel dos recursos humanos nas organizações. Rio de Janeiro, Elsevier, 2004.

DAVIS, C.;SOUZA E SILVA, M.A.S. & ESPOSITO, Y.L. O papel e o valor das interações sociais em sala de aula, Cadernos de Pesquisa, n. 71, 1989

DOURADO, Luiz Fernandes. Progestão:como promover, articular e envolver a ação das pessoas no processo de gestão escolar?, módulo II. Brasília: CONSED, 2001

FERREIRA,Naura Syria Carapeto. Gestão democrática da educação: atuais tendências, novos desafios. 2ª ed.  São Paulo, Cortez, 2000

GADOTTI, Moacir. Uma escola: muitas culturas, 2ª Ed. São Paulo: Cortez,1997.

GROSBAUM, Marta Wolak.  Progestão: como promover o sucesso da aprendizagem do aluno e sua permanência  na escola? Módulo IV, Brasília: CONSED, 2001.

LÜCK, Heloísa.  Gestão educacional uma questão paradigmática. Petrópolis, RJ , vozes, 2008

LUCK, Heloísa. Concepções e processos democráticos de gestão educacional. Petrópolis, RJ, 2008

LUCK, Heloísa et al. A Escola Participativa: o trabalho do gestor escolar, 2ª ed.Rio de Janeiro: DP&A, 1998

MARÇAL,Juliane Correa.Progestão:como promover a construção coletiva do projeto político da escola?,módulo III- -Brasília:CONSED-,2001.

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VEIGA, Ilma  Passos Alencastro.  Escola: espaço do projeto político – pedagógico. Campinas, Papirus, 1998






  










































2 comentários:

Anônimo disse...

Mundos e realidades diferentes. É assim que eu vejo as escolas particulares, servidas por uma clientela, digamos, mais "exigente"; e as escolas públicas com todos os problemas provenientes de todos os fatores possíveis e imagináveis como por exemplo: Professores desmotivados, despreparados, condições precárias de infra-estrutura, baixos salários, e o principal problema que vejo, de acordo com minha ótica leiga no que tange aos assuntos educacionais que é a "acomodação letárgica que acomete a maioria dos servidores públicos" do nosso país.
E justamente por fazer esta leitura superficial do ambiente escolar, principalmente das instituições públicas de ensino, que fiquei impressionado com a leitura do seu artigo. Não pela elaboração do PPP em si, e os processos técnicos que o envolvem, mas pela descrição das experiências de sucesso da Escola Último de Carvalho! Eu gostaria muito de ter sido alfabetizado em uma escola assim, com professores comprometidos, competentes e motivados, e principalmente, eu gostaria de ter tido uma professora como você!

Gardênia Guedes disse...

Max, definitivamente você me deixa sem palavras. Obrigada!

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