Olá gente boa!!!!
Bem resolvi publicar aqui o artigo que escrevi quando fiz o curso de PROGESTÃO porque encontrei com algumas amigas, esse final de semana, que estão fazendo o curso agora e mesmo com inúmeras mudanças na dinâmica do curso, acho que o artigo vai ajuda-las e pode ajudar quem ta ai meio perdido ou precisando de "inspiração". Espero que gostem! A todos uma boa leitura, bons estudos e comentem sobre o que acharam do artigo
Xero a todos
A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO ESCOLAR NO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO DA
ESCOLA ESTADUAL ÚLTIMO DE CARVALHO NO ANO DE 2010
Gardênia Martins Guedes Gomes
RESUMO
Este trabalho tem como objetivo analisar
a importância da gestão escolar nas ações do Projeto Político Pedagógico(P.P.P.),
refletindo o papel do gestor escolar na construção e execução das ações do P.P.P.,
discutindo como é desenvolvida a convivência democrática na escola e
apresentando práticas e ações desenvolvidas na Escola Estadual Último de Carvalho
localizada na cidade de Couto Magalhães, Tocantins no
ano de 2010.Acredita-se a gestão de forma democrática e participativa onde os
agentes envolvidos no processo educacional enxerguem no gestor um líder que
norteie e oriente com segurança o processo
educacional e este por sua vez contribua de forma significativa para a
construção e execução do P.P.P..A metodologia usada foi a pesquisa
bibliográfica, a observação in loco e a
analise das experiências de sucesso realizadas na Escola Estadual Último de
Carvalho e foi utilizado o método dedutivo hipotético
PALAVRAS-CHAVE: Gestão democrática.
Projeto Político Pedagógico.
INTRODUÇÃO
A
necessidade de mudanças na gestão educacional é fator preponderante para
melhoria na qualidade de ensino, pois como já foi exaustivamente discutido,
falar apenas não basta, é necessário que a gestão educacional desenvolva tanto
na comunidade escolar quanto na local a necessidade de se comprometer com as
ações que dêem verdadeiro significado a escola.
É
importante que as ações desenvolvidas na escola tenham a participação de todos
e a comunidade enxergue no gestor alguém que norteie um caminho a ser seguido,
mas que também sintam a segurança e o compromisso do mesmo no processo
educacional.
Umas
dessas ações a serem desenvolvidas na escola é a construção e execução do Projeto Político
Pedagógico – (P.P.P), e o papel do gestor nesta
construção
coletiva que deve ter como objetivo a analise da importância da gestão escolar nas ações do
Projeto Político Pedagógico, bem como refletir o papel
do gestor escolar na construção e execução das ações do Projeto Político
Pedagógico e discutir como é desenvolvida a convivência democrática na escola
apresentando as ações desenvolvidas na Escola Estadual Último de Carvalho para
a construção e execução do P.P.P. Atendendo estes objetivos foi realizado este
trabalho usando a pesquisa bibliográfica, a observação in loco e a analise das experiências de sucesso
realizadas na Escola Estadual Último de Carvalho e foi utilizado o método
dedutivo hipotético
Durante
a construção e a execução do P.P.P. é importante que a gestão se apresente de
forma democrática e garanta a participação de todos independente da posição
social ou intelectual ou mesmo se as ideias apresentadas divergem das suas. A
função do gestor neste contexto é a de discutir, analisar e construir soluções
para os problemas surgidos de forma coletiva. Problemas irão surgir e
obstáculos também, porém o verdadeiro gestor deve aprender a lidar com estas
divergências e usá-las a favor da construção de uma educação melhor.
É
válido lembrar que o gestor sozinho não faz muita coisa, ou se faz, o que faz
não tem muito significado, já que as ações que resultarão em resultados
positivos serão aquelas construídas e executadas de forma coletiva, envolvendo
a parte administrativa, docente, discentes, pais, família e comunidade.
Para
a transformação efetiva das práticas de gestão, deve-se levar em consideração
alguns princípios como os da Legalidade, impessoalidade, flexibilidade,
unidade, publicidade, eficiência e também comportamentos como liderança
democrática, ética, sigilo, comprometimento, criatividade, trabalho em equipe e
assim se desenvolva um ambiente de crescimento e desenvolvimento de práticas
que façam a diferença na educação e na formação dos que dela participam.
Sobre
esta visão e levando em consideração o contexto e os entraves de uma escola
pública, esta pesquisa parte do seguinte questionamento: por que a gestão
escolar é importante no Projeto Político Pedagógico ? Qual a diferença que ela
pode fazer na construção e execução das ações do P.P.P. ? Como promover e
articular as pessoas no processo de gestão democrática?
1- CONSTRUINDO
E DESENVOLVENDO PRINCIPIOS DE UMA CONVIVÊNCIA DEMOCRÁTICA NA ESCOLA
É
comum ouvir falar de gestão compartilhada nas Unidades Escolares, porém este
compartilhamento de decisões e responsabilidades sobre os resultados obtidos
deve ocorrer de forma significativa, continua e envolver todos que participam
deste ambiente.
Quando
se discuti sobre convivência democrática na escola vale lembrar que embora a
diversidade de cultura, conhecimentos, valores e informações sejam imensas e
muitas vezes existe um abismo entre o que se fala e o que se faz, é necessário
diálogo, ação cooperativa e a participação de pais, alunos, professores, equipe administrativa, família,
parceiros, associações e todos que de forma direta ou indireta participem deste
processo educacional, afim de promover soluções e encaminhamentos para os
conflitos diários e a construção de valores de ética e de cidadania.
Conforme
CARVALHO (2001, p.8)
“O convívio
democrático na escola é um processo desafiador, que se constrói a cada dia,
envolve toda a comunidade escolar e suas relações com o ambiente externo. Ele
não depende de ações isoladas, radicais, que uma vez executadas arrancam o mal
para sempre. A construção do convívio democrático está entranhada em todas as
ações da escola.”
É
de conhecimento geral que a educação deve formar o cidadão de forma integral,
então nada mais óbvio que para que isso ocorra cada elemento integrante desta
formação assumam e compartilhem responsabilidades nas múltiplas áreas de
atuação da escola, ou seja, ultrapassem os muros das unidades escolares e se
envolvam com o processo educacional criando sempre um novo caminho para atingir
o objetivo maior: a educação. Para que isso ocorra de forma democrática é
importante que a liberdade para a atuação e intervenção esteja presente, pois
só assim as pessoas sentirão capazes para criar e propor soluções para os
problemas surgidos.
Dentro
deste contexto é fundamental a presença de pessoas proativas, que apresentem
iniciativa, criatividade, interesse e que sejam capazes de apresentar
resultados além do que lhe foi proposto. Na construção e execução do P.P.P.
isso se torna evidente e para isso é necessário que o gestor seja não apenas um
mero espectador, mas uma dessas pessoas proativas e que exerça a liderança
valorizando e incentivando a participação de todos.
CARVALHO(2001,
p.24) entende que:
Para que a liderança
seja bem sucedida, é necessário que o gestor se conheça, compreenda os seus
próprios valores, aonde quer chegar e os caminhos que deve percorrer. Que tenha
convicção a respeito de suas metas para que assim elas se concretizem, que
mantenha um comportamento coerente com a autoridade que o cargo lhe confere e
exija senso de responsabilidade dos outros dentro de sua escola.
Na análise realizada na Escola Estadual Último de Carvalho,
observou-se que é característica da gestão desta unidade a criatividade, a
percepção do macro, o trabalho em equipe, a agilidade na resolução de
problemas, a objetividade, a confiabilidade e a ética. Tais características
facilitam a construção e o desenvolvimento de princípios de uma convivência
democrática na escola.
2- PROMOVENDO,
ARTICULANDO E ENVOLVENDO AÇÕES DAS PESSOAS NO PROCESSO DE GESTÃO DEMOCRÁTICA
Atualmente
a discussão sobre o envolvimento das pessoas no processo de gestão das unidades
escolares é constante visto que é a partir do trabalho coletivo que os
resultados positivos aparecerão e o gestor escolar será o fio condutor que
promoverá e articulará as pessoas no processo educacional.
Nessa
concepção o gestor escolar deve propiciar um trabalho participativo,
democrático e dialógico onde há troca de experiências e construção de
conhecimento.
Embora
os entraves sejam muitos, cabe a equipe gestora a capacidade de pensar e
desenvolver estratégias para motivar as pessoas a se envolverem e participarem
da vida escolar. Conforme DOURADO (2001, p. 33) ,” as possibilidades de
motivação são várias, desde a concepção e o uso dos espaços escolares até a
organização do trabalho pedagógico.” Nas escolas públicas essa participação
acontece de várias formas, como por exemplo, na formação e atuação do grêmio
estudantil, da associação de pais e mestres entre outras. Ou seja, quanto mais
sujeitos sociais participando ativamente dos processos educacionais melhor,
pois assim a democracia será exercida e as pessoas envolvidas poderão decidir e
por em prática suas decisões.
Parafraseando
DOURADO (2001. p.50)
“Dentre
as responsabilidades da equipe gestora, uma das que mais podem contribuir para
a melhoria da qualidade da educação é a promoção de ações de mão dupla: da
escola para a comunidade e desta para a escola. Essa é capacidade essencial
para que as equipes gestoras das escolas públicas enfrentem novos desafios,
reduzam desigualdades, aceitem trabalhar com as diferenças e construam com
autonomia o projeto político pedagógico da escola.”
Essa autonomia deve ser vista como um conjunto
de possibilidades e limites ancorados na lei e direcionada aos aspectos
pedagógicos, administrativos e financeiros . Com a autonomia estabelecida a
escola constrói as ações do seu P.P.P e a equipe gestora avalia e estabelece
vínculos entre o que foi elaborado e o que as políticas e programas propõem
para que assim a proposta pedagógica desencadeie a participação social nas
tomadas de decisões, no planejamento, na avaliação mas que ao mesmo tempo
esteja associada aos mecanismos legais e institucionais.
Sendo
o sucesso e o bem-estar do aluno o foco da escola, à gestão escolar cabe
desenvolver competências necessárias a participação dos membros da comunidade
escolar e local. Descentralizar o poder de decisão e aproveitar a participação
consciente destes membros é um bom começo para que um clima de confiança se
estabeleça e assim as opiniões fluam.
Nas observações realizadas na Escola
Estadual Último de Carvalho, notou-se que a comunidade escolar é bastante
integrada à comunidade local. A gestão é democrática, transparente e todos
participam e escolhem juntos o que e como fazer. As prestações de contas são
afixadas nos murais do pátio da Unidade Escolar e analisadas pelos membros da
Associação de Apoio Escolar, compostas por membros da comunidade escolar e
local. Há reuniões para se discutir as necessidades da escola e nessas reuniões
pode-se apresentar sugestões que foram bem aceitas pela comunidade, como por
exemplo, realizar um bingo, na praia próxima a escola a fim de angariar fundos
para a montagem do laboratório de informática. O bingo foi realizado com ajuda
de todos, desde os alunos, a comunidade escolar inteira até a comunidade local.
Em ações como esta, fica nítido a
participação, o interesse dos pais e amigos da escola e a consciência de sua
importância no processo de ensino-aprendizagem de seus filhos.
Outras ações também foram
sistematizadas como: o atendimento individualizado, com aulas de reforços, aos
alunos que apresentam dificuldades de leitura e escrita; o uso adequado dos
espaços escolares, com o oferecimento de oficinas de reciclagem, jogos,
apresentações de palestras sobre drogas, sexualidade, higiene, educação
tributária, e outras de interesse da comunidade.
Em
suma, é a boa gestão, participativa e democrática, identificada por resultados
positivos que melhora a aprendizagem
3- O
TRABALHO COLETIVO E A CONSTRUÇÃO DO P.P.P.
O
Projeto Político Pedagógico é um instrumento teórico-metodológico que confere a
escola sua identidade, sua forma de trabalhar, que indica o caminho que a
escola deve seguir para atingir os objetivos pré estabelecidos. É através deste
instrumento que a escola buscará melhorias para as práticas educacionais de
forma consciente, efetiva, participativa e direcionada aos objetivos. É
elaborado pelos vários seguimentos da comunidade local e escolar, que visam com
suas decisões inovar a prática pedagógica apontando novos caminhos pra
situações que precisam ser modificadas. Por tanto, a partir de um P.P.P.
construído de forma coletiva e orientado por um gestor democrático,
participativo e bem preparado, o planejamento, o serviço bem feito, a aplicação
correta do dinheiro da escola e a
otimização do tempo serão fatores que farão a diferença para a obtenção de uma
aprendizagem de qualidade.
Destaca-se,
a respeito dessa questão, que o trabalho coletivo é o melhor meio para
construção de práticas educacionais eficazes e eficientes. É através da
participação consciente e da liberdade responsável que os membros da comunidade
escolar e local discutirão os problemas e buscarão alternativas viáveis.
A
participação efetiva das pessoas na transformação do atual cenário educacional
dá a elas a percepção que são importantes e que podem fazer a diferença, que
não são apenas fantoches do sistema educacional e assim faz com que elas
se tornem co-autoras e responsáveis
pelos resultados o que consequentemente força-as analisar, discutir, refletir
como podem melhorar sua prática.
Nesse
processo o gestor educacional é obrigado a inovar constantemente sua postura
administrativa, a propor, provocar, criar espaços e oportunidades para
participação de todos. Numa perspectiva democrática, a equipe diretiva faz um
trabalho que une os três pilares: família, escola e sociedade e deles extrai
ações compartilhadas que fortalecem o âmbito educacional.
Os
anseios da sociedade são atingidos quando todos que dela participam se envolvem
ativamente com o processo e para isso é necessário que as informações sejam
claras e coerentes, que um clima de confiança e respeito seja garantido, que as
opiniões apresentadas sejam ouvidas e aproveitadas sem distinção de credo,
posição social ou cultural. Neste modelo, a atuação da gestão deve ser vista
como prática social orientadora para construção das ações da organização de
ensino.
Como
afirma Freire citado por Aguiar( 1999, p.115) :
“O educador ou
coordenador de um grupo é como um maestro que rege uma orquestra. Da
coordenação sintonizada com cada diferente instrumento, ele rege a música de
todos. O maestro sabe e conhece o conteúdo das partituras de cada instrumento e
o que cada um pode oferecer. A sintonia do maestro com cada um e com todos é
que possibilita a execução da peça pedagógica. Essa é a arte de reger as
diferenças, socializando os saberes individuais na construção do conhecimento
generalizável e para a construção do processo democrático.
Na Escola Estadual Último de Carvalho nota-se que o Projeto Político Pedagógico é
executado de forma responsável por todos os agentes envolvidos. Os alunos
participam de ações que favorecem um melhor desenvolvimento da aprendizagem
como as participações em concursos de leitura, de soletrando, de gincanas de
português e matemática, dentre outras. As aulas são de forma significativa,
partindo do que os alunos já sabem para os novos conhecimentos e acontecem em
ambientes agradáveis, com material tecnológico alfabetizador.
Nesta Unidade Escolar os professores
planejam juntos e procuram nas parcerias, a chance de atingir os objetivos
pré-estabelecidos. Como parcerias, pode-se citar a participação de membros do
conselho tutelar, de secretário da saúde municipal, enfermeiros e pais, que
realizam junto a esta escola, ações favorecendo um melhor desenvolvimento
educacional dos alunos. Quanto à avaliação, os professores realizam diversas
atividades avaliativas e procuram sempre, respeitar o fato de que cada aluno
tem um tempo e uma forma diferente de aprender.
Durante este trabalho, pode-se colocar
em prática diversos conhecimentos adquiridos teoricamente, pois aconteciam
intervenções e discussões constantemente, fato que gerava mais idéias, já que
novas experiências eram socializadas.
4- O
GESTOR ESCOLAR E O PPP
Conforme
CHIAVENATO (2004), “Falar de Gestão é falar de gente, de mentalidade, de
vitalidade, ação e proação.” Então nesta visão vale lembrar que o gestor
escolar deve objetivar metas tangíveis e que as mesmas só serão atingidas
através da ação conjunta das pessoas e que para o sucesso das ações
desenvolvidas no P.P.P. é primordial a presença de um gestor escolar que se
preocupe com o coletivo, que enxergue na diversidade uma oportunidade para se
produzir algo que alcancem os objetivos estabelecidos coletivamente. Esse
gestor deve ser um líder democrático onde sua gestão crie multiplicadores de
conhecimentos e estes sejam conscientes do seu papel na educação formal e
continua de qualidade.
O
gestor escolar tem competência para desenvolver estratégias participativas como
forma de garantir uma educação significativa e transformadora. E em geral aceita os desafios e motiva
positivamente sua equipe. É fundamental que esta equipe gestora atue com a
comunidade local e escolar e que desenvolva nos seus integrantes o potencial de
trabalho, fazendo com que os liderados sintam-se capazes de realizar com
sucesso ações que promovam a aprendizagem.
LUCK(2008.p.111)
entende que “Dessa forma, constroem-se
perspectivas promissoras de transformação das instituições e práticas
educacionais, concomitantemente com a transformação das próprias pessoas.”
A
construção do P.P.P. é uma tarefa complexa que requer do gestor educacional
preparo técnico, conhecimento sobre os fundamentos da educação, seus processos,
como também conhecer a legislação vigente no país e no estado que atua, para
que ao ser submetido aos entraves educacionais não se assuste e seja capaz de
conduzir a equipe à produção de resultados satisfatórios sem, no entanto abrir
mão de suas obrigações legais.
Já
ficou corroborado que quando as escolas são administradas por lideres que
valorizam a eficiência, a liderança, a criatividade, a participação consciente
e responsável das pessoas que nela se envolvem, um ambiente de trabalho
tranqüilo é formado e a aprendizagem flui de forma natural e salutar. Assim são
criados e desenvolvidos programas, projetos e ações que são compartilhados e
complementados por todos através de atividades que acontecem dentro e fora dos
muros escolares.
No
processo de construção do P.P.P. é fundamental que o gestor crie mecanismos e
condições favoráveis que envolvam todos os segmentos da comunidade, pois desta
forma possibilitará que a escola construa seu espaço democrático, comunitário e
público onde todos sejam co-responsáveis pelos índices atingidos.
Conforme
LUCK (2008. p.81)
“... corresponde a
dar vez e voz e envolver na construção e implementação do seu projeto
político-pedagógico a comunidade escolar como um todo: professores,
funcionários, alunos, pais e até mesmo a comunidade externa da escola, mediante
uma estratégia aberta de diálogo e construção do entendimento de
responsabilidade coletiva pela educação.”
Na Escola Estadual Último de Carvalho, localizada no Distrito de
Peixelândia, no município de Couto Magalhães, a Gestão não poderia ser
diferente. É uma Unidade Escolar que possui um Projeto Político Pedagógico
escrito e construído com participação de toda a comunidade local e escolar.
Embora seja uma escola que atenda a um número reduzido de alunos, oferecendo
apenas o Ensino fundamental de 1º ao 9º ano com salas multisseriadas e as duas
primeiras séries do Ensino Médio na modalidade Direito de Aprender, totalizando
o atendimento a 115 alunos, sendo estes de zona rural e bastante carentes, a
gestão se preocupa em atender as necessidades desta localidade, liderando o
trabalho pedagógico, tendo como norte as ações propostas no P.P.P., criando condições adequadas de trabalho, promovendo respeito e confiança,
definindo e distribuindo tarefas, dando apoio aos que estão sob sua liderança,
revendo e avaliando resultados, assegurando, assim, condições para o alcance
dos objetivos estabelecidos coletivamente.
Percebe-se que mesmo com o número reduzido de alunos e consequentemente
com uma estrutura curricular que impossibilita a existência de bibliotecários,
orientadores educacionais, a inexistência de salas de informática, computadores
conectados a internet, quadra poliesportiva coberta e problemas quanto à
condição financeira dos alunos que apresentam a carência de material didático,
a Gestão Escolar junto com as comunidades local e escolar busca amenizar os
problemas que refletem no ensino e na aprendizagem com ações como: aulas
diversificadas, trabalho de campo, Projetos Educacionais – de leitura e
escrita, raciocínio lógico, palestras sobre temas diversos e contextualizados
como – meio ambiente, sexualidade, drogas, higiene e saúde,
alimentação,educação tributária, caminhadas de conscientização, mobilizações
para construção de ambientes informatizados, arborização, oficinas de reciclagem,
a analise e discussão dos índices de aprovação e reprovação alcançados pelos
alunos, realização de reforço escolar individualizado, consolidação de
parcerias com secretarias municipais, conselho tutelar, associação de pais e
mestres, realização de formações continuadas para professores e demais
funcionários e a orientação e acompanhamento dos planejamentos dos professores.
Em vista disso,
conforme indicado por LUCK (2008.p. 80) “o processo educacional só se
transforma e se torna mais competente na medida em que seus participantes
tenham consciência de que são responsáveis pelo mesmo” e em acordo com essa
óptica, é isso o que acontece na Escola Estadual Último de Carvalho, seus
membros se preocupam em mudar e transformar a realidade educacional e contam com
a efetiva ajuda, e por que não dizer, parceria do seu gestor.
CONCLUSÃO
Ao analisar o cenário educacional da Escola Estadual Último de Carvalho,
localizada no distrito de Peixelândia no município de Couto Magalhães, ficou
comprovado que é possível fazer a diferença através de uma gestão que se
apresente de forma democrática, que valorize a produção de sua equipe e dos
parceiros que de forma direta ou indireta tentam melhorar a educação.
Durante a execução desta pesquisa pode se
perceber a segurança, o preparo técnico e emocional apresentado pela equipe
gestora, fato que traduz a importância da mesma na construção e execução das
ações do P.P.P., pois através da formação e de princípios sadios de convivência
as pessoas são articuladas e envolvidas no processo de gestão que é bastante
democrática.
Quando defrontada com os entraves de uma
escola pública e atendendo a uma clientela carente, a equipe gestora não se
desmotivou ou abandonou suas responsabilidades, mas de forma democrática e consciente,
se apresentou como uma seta que embora aponte o caminho a ser seguido, sempre
está nele. Assim sendo, tanto a comunidade local quanto a escolar, confia na
equipe gestora e com ela construiu, executou, avaliou o P.P.P. e constantemente
faz as adaptações necessárias para que os problemas surgidos sejam resolvidos
com a participação e o
compromisso de todos.
É importante ressaltar que os envolvidos no
processo educacional servido na Escola Estadual Último de Carvalho têm acima de
tudo consciência do seu valor pedagógico, fato que os impulsiona a produzir
sempre mais e melhor, a apresentar soluções, a resolverem problemas não só
dentro da escola, mas também no entorno da mesma, a formar não apenas alunos,
mas cidadãos críticos e conscientes do seu papel na sociedade, a apresentarem o
conteúdo de forma significativa, respeitando o tempo de aprendizagem de cada um
e extraindo deles o melhor que podem dar, enfim se comprometerem de verdade e
de forma significativa e necessária no desenvolvimento tanto dos alunos quanto
no seu próprio. Outro fator que é importante relembrar é que o clima estabelecido
nesta Unidade Escolar convida ao desenvolvimento destas práticas, já que a
gestão se apresenta de forma democrática e norteia os participantes deste
processo educacional à com autonomia desenvolverem projetos, ações e atividades
que propiciem o desenvolvimento da capacidade intelectual dos que dela
participam e para isso usam também o rico espaço escolar e transformam assim as
dificuldades em oportunidades.
Após o desenvolvimento deste estudo, surge
uma certeza: é com a participação de todos, de forma consciente e regidos por
uma equipe gestora democrática, que melhorias na educação e na sociedade irão
surgir e fazer a real diferença.
BIBLIOGRAFIA
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2 comentários:
Mundos e realidades diferentes. É assim que eu vejo as escolas particulares, servidas por uma clientela, digamos, mais "exigente"; e as escolas públicas com todos os problemas provenientes de todos os fatores possíveis e imagináveis como por exemplo: Professores desmotivados, despreparados, condições precárias de infra-estrutura, baixos salários, e o principal problema que vejo, de acordo com minha ótica leiga no que tange aos assuntos educacionais que é a "acomodação letárgica que acomete a maioria dos servidores públicos" do nosso país.
E justamente por fazer esta leitura superficial do ambiente escolar, principalmente das instituições públicas de ensino, que fiquei impressionado com a leitura do seu artigo. Não pela elaboração do PPP em si, e os processos técnicos que o envolvem, mas pela descrição das experiências de sucesso da Escola Último de Carvalho! Eu gostaria muito de ter sido alfabetizado em uma escola assim, com professores comprometidos, competentes e motivados, e principalmente, eu gostaria de ter tido uma professora como você!
Max, definitivamente você me deixa sem palavras. Obrigada!
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