quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Despedida em grande estilo...

Eee gente agora tô trabalhando pela net também e ainda arrumei uma sócia, chama Nereishow. Confiram ai minha encomenda que adorei fazer. Foi pra coordenadora de administração do Estado do Tocantins: Kíriam Guedes que fez uma mudança profissional e queria se despedir da equipe. Eu me minha sócia bolamos então algo em que a coordenadora, em sua despedida, marcasse o coração da equipe.

Confiram:



 Os docinhos foram feitos pela Mil Sabores Panificadora. São recheados com cupuaçu, castanha do pará e coco


Acompanhando os docinhos ainda colocamos um pergaminho com um texto lindo de um grande mestre que diz:



Se eu pudesse deixar algum presente à você, deixaria aceso o sentimento de amar a vida dos seres humanos. A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo a fora. Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem. A capacidade de escolher novos rumos. Deixaria para você, se pudesse, o respeito aquilo que é indispensável. Além do pão, o trabalho. Além do trabalho, a ação. E, quando tudo mais faltasse, um segredo: o de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída.
Mahatma Gandhi

Um xero a todos 

Gardênia Guedes
                   

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

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Progestão- parte 4


Outro assunto que adoro falar: AVALIAÇÃO

Como desenvolver a avaliação institucional da escola?
                                                                                                                   
                                                                                                               Por: Gardênia Guedes

Entende-se por Avaliação Institucional, aquela que é um processo global, contínuo, sistemático, competente, legitimo e participativo que envolve toda a escola com objetivo de atingir a melhoria da qualidade da instituição escolar. Esta avaliação é de fundamental importância, pois através dela pode-se verificar as falhas da escola, elaborar estratégias para superação destas, disseminar as qualidades apontadas, perceber a necessidade do envolvimento e participação no aperfeiçoamento do P.P.P, ampliar o envolvimento da comunidade escolar e demonstrar o conhecimento que cada servidor tem sobre a escola de maneira global.
A avaliação institucional visa ao aperfeiçoamento da qualidade da educação, com a finalidade de transformar a escola atual em uma instituição comprometida com a aprendizagem de todos e com a transformação da sociedade. Deve ser desmistificada e vista como condição para reflexão da prática educacional e como impulsionadora de um processo criativo de autocrítica, é um instrumento poderoso no processo de reconstrução da educação brasileira em especial da educação pública, a qual responsabiliza-se pela formação da maioria da população e pelo desenvolvimento da ciência e da tecnologia do país.
Avaliar significa compreender as atividades avaliadas visando ao seu aperfeiçoamento, então a avaliação institucional deve não apenas melhorar o conhecimento sobre as ações desenvolvidas, mas oferecer subsídios para a tomada de decisão e pode ser uma estratégia para inserir a escola e o sistema educacional no compromisso com a transformação social.
            Segundo Celso Vasconcelos, a avaliação institucional torna-se valiosa, quando compreendida como dimensão do processo de desenvolvimento de uma educação comprometida com a sociedade.
Dentro da avaliação institucional pode-se observar questões múltiplas como de estrutura, organização e funcionamento, e expectativas, mas, sobretudo, a construção do conhecimento. A finalidade da avaliação institucional é perseguir um ensino cada vez melhor que traduza, com clareza, seus compromissos com a sociedade brasileira. A escola é um lugar de concepção, realização e avaliação de seu projeto educativo, uma vez que necessita organizar seu trabalho pedagógico com base em seus alunos. O projeto é construído e vivenciado em todos os momentos, por todos os envolvidos com a comunidade escolar. Todo projeto pedagógico da escola é, também um projeto político por estar intimamente articulado ao compromisso sociopolítico, com os interesses reais e coletivos da população majoritária. A avaliação está inserida no PPP e desempenha o papel importantíssimo de possibilitar a construção da autonomia do sujeito e da instituição escolar, produzindo mudanças melhorando a qualidade da educação como um todo. Para realizar um ensino de qualidade e lutar por sua autonomia, as escolas têm que romper com a atual forma de organização burocrática que regula o trabalho pedagógico. A escola e as ações de seus profissionais serão de qualidade, quando puderem ser consideradas, ao mesmo tempo, efetivas, relevantes, eficientes e eficazes. A Avaliação Institucional não pode se transformar em um transtorno para a instituição, sugadores de recursos, dispendiosa e pesada.
Cabe aos gestores articular a avaliação institucional, planejando e executando junto com toda a comunidade escolar e local o processo de avaliação, já que esta tem relação direta com a aprendizagem do aluno e se desenvolve por meio de uma prática coletiva.

Palavras- chave: Avaliação Institucional, Projeto Político Pedagógico e Gestão escolar
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
LUCKESI, Cipriano. Avaliação da aprendizagem escolar. São Paulo, Cortez, 1998, 9ª edição.
VASCONCELLOS, Celso dos S. Avaliação da aprendizagem: práticas de mudança. São Paulo, Libertad, 1998.
Perrenoud, Philippe. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens. Porto Alegre: Artmed,1999.
PENIN, S. T. S.; VIEIRA S. L.; Progestão: Como desenvolver a avaliação institucional da escola? Brasília: Consed, 2001. (Módulo 1)



Progestão- parte 3

Adoro escrever... hoje é sobre o financeiro....aproveite, leia, reflita e comente.



Como gerenciar os recursos financeiros?

                                                                                                                    Por: Gardênia Guedes 


A gestão de recursos financeiros em seu sentido mais amplo constitui, cada vez mais, um elemento imprescindível ao gerenciamento dos serviços da educação, tanto públicos quanto privados. Ela desempenha um papel importante no processo de tomada de decisões e um impacto significativo na qualidade e continuidade dos serviços prestados à educação, contribuindo expressivamente para a viabilidade econômico-financeira de projetos educacionais.
Espera-se da escola uma educação de qualidade, empenhada em garantir o sucesso escolar dos alunos, mas para o bom andamento das atividades da escola é necessário que todas as suas ações sejam atentamente planejadas e que sua execução siga normas e procedimentos provenientes do sistema de administração pública da educação ao qual está vinculada.
É valido, salientar que a Unidade Escolar deve realizar um planejamento financeiro que deverá ser elaborado e executado em consonância com seu projeto pedagógico, visando o sucesso da aprendizagem dos alunos e buscando transformar as propostas em realidade concreta, obtendo assim mais possibilidades de alcançar resultados positivos que satisfaçam toda a comunidade.
Dessa forma, compreender a organização do sistema de administração pública da educação é caminho indispensável para se entender a competência da escola pública, no âmbito da gestão financeira, pois a escola está vinculada a uma administração central, com o dever de atender a todas as obrigações legais, funcionais, operacionais e de ordem hierárquica que lhe cabem. Outro fator preponderante é entender que a estrutura administrativa funciona seguindo princípios como a legalidade, moralidade, impessoalidade, publicidade e eficiência.
As escolas públicas recebem recursos financeiros dos diversos níveis do setor público e também do setor privado, recursos estes destinados as ações específica: alimentação escolar, transporte escolar, livro didático, biblioteca escolar, saúde escolar e manutenção da escola. Para que tais recursos sejam bem aplicados é necessário analisar o processo de gestão financeira da escola, destacando especificamente os critérios utilizados para a determinação das despesas; o grau de autonomia que a escola possui na gestão da verba que recebe da União; a forma de participação da comunidade nessa gestão; o papel das Associações de Pais e Mestres (APMs); as atribuições do gestor escolar; e o projeto político-pedagógico da escola como eixo condutor da gestão escolar.
Para realizar o gerenciamento dos recursos públicos e privados da escola, é necessário também, conhecimentos específicos sobre: Lei de Direito Financeiro, Lei de Responsabilidades Fiscais, Lei de Licitações, as instruções do Tribunal de Contas e estatutos das entidades sem fins lucrativos, pois cada recurso financeiro que adentra na Unidade Escolar deverá ser prestado conta de como foi gasto, com o que, quando e por quem e cada uma destas prestações seguem orientações de uma dessas normas citadas acima, que estabelecem prazos e procedimentos para cada ação especifica, as quais deverão ser observadas para que não haja prejuízo ao andamento das ações.
      A legislação estabelece que sejam prestadas contas dos gastos efetuados, e a prestação de contas, deve ser publicada em forma de relatório, respaldado em documentação apropriada, sobre aquilo que foi alcançado com os recursos obtidos, depois de sua aplicação orientada por um plano de trabalho planejado, discutido e aprovado pelos gestores e pela representação da comunidade. Prestar contas é tão importante quanto planejar e aplicar corretamente os recursos.
Por fim, é importante buscar fontes adicionais de recursos para o bom funcionamento das escolas, criando estratégias de captação de recursos oriundos da sociedade civil, que somados aos recursos públicos, proporcionarão melhorias nas condições de realização do trabalho coletivo.

Palavras- chave: Autonomia; Gerenciamento; Recursos Financeiros.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
DOURADO, Luiz Fernandes (Org.).Financiamento da educação básica. Campinas: Autores Associados; Goiânia: Editora da UFG,1999. Col. Polêmicas do Nosso Tempo, volume 69
LUCK, Heloísa. A aplicação do planejamento estratégico na escola. Gestão em rede, n.19, abril 2000
MONLEVADE, J.A.C. Financiamento da educação na Constituição Federal e na LDB. In: BRZEZINSKI, I. (Org). LDB interpretada: diversos olhares se entrecruzam. 2. Ed. São Paulo: Cortez, 1998
MOREIRA, Ana Maria de Albuquerque. Progestão: como gerenciar os recursos financeiros? Brasília: CONSED, 2001.



Progestão - parte 2


Ai vai mais um textinho que escrevi  no curso de Progestão. Leiam, reflitam e comentem.

Como promover o sucesso da aprendizagem do aluno e a sua permanência na escola?
                                                                                                        Por: Gardênia Guedes


Neste século, as mudanças educacionais se tornaram visíveis e com isso tornam-se necessárias discussões como: o que, como e quando se deve ensinar e avaliar? , como fazer com que o aluno se sinta seduzido pela escola e então nela permaneça?  Obviamente, cada resposta que surge é oriunda de uma forma específica de conceber o processo ensino – aprendizagem.
Sendo assim, garantir a permanência dos alunos na escola com aprendizagens de qualidade alcançando assim o sucesso pedagógico e social, tem sido a maior preocupação das escolas, pois considera- se que historicamente o fracasso escolar (altos índices de repetência, evasão e analfabetismo) vem marcando tragicamente, a trajetória desse processo. Esforços de vários sujeitos e diversas ordens são feitas para contribuir na construção de alternativas que venham produzir mudanças estruturais na escola como um todo e na prática pedagógica do professor em particular.
No campo teórico, há focos de investimentos no desenvolvimento de pesquisas que fomentem novos paradigmas educacionais que centrem na garantia de aprendizagens dos alunos para a construção de suas cidadanias e de suas emancipações; que estimulem as habilidades dos alunos, a criatividade, o dinamismo, a consciência critica, a expressão pessoal, que os levem a se reconhecerem como sujeitos históricos construtores de realidade social, através de uma pedagogia voltada para as diferenças que permeiam a sala de aula; que favoreçam o diálogo e a mediação entre as histórias de vida dos alunos, em função de uma sociedade ética, mais justa e igualitária. Isso exige uma prática educativa que considere as diferentes subjetividades dos educandos que conseqüentemente, desenvolvem formas e ritmos diversos de aprendizagens.
Tendo isso como ponto de partida, é preciso que a escola reconheça a historicidade dos alunos e se comprometa a resgatá-la, com referência para a elaboração do trabalho pedagógico, sua efetivação por meio do ensino, das aprendizagens e do processo de avaliação. Daí a importância do professor em descobrir quem são seus alunos, o que sabem sobre os conteúdos, como aprendem quais os princípios essenciais para levar os alunos a apropriarem dos conhecimentos, e o que é necessário para contribuir na construção de sua cidadania.
É fundamental que novas posturas sejam adotadas, que o acesso ao conhecimento dos que freqüentam a escola seja facilitado, que seja promovida ações para a construção de um autoconceito positivo. Assim, o sentido pedagógico do ensino garante um espaço para viabilização das aprendizagens, pois o ensino de fato só se efetiva, se houver correspondência com as aprendizagens significativas dos docentes. Isso implica, na responsabilidade da escola em conceder os meios didáticos e pedagógicos, visando à construção de um ambiente rico, proveitoso e gratificante para todos.
Sabe-se que isso não é tarefa fácil, mas é imprescindível para se conseguir o sucesso do aluno e sua permanência na escola, práticas como sala de aulas organizadas, professores competentes, aprendizagens desafiantes, significativas, divertidas, elogios, motivação constante e finalmente, uma visão de avaliação como instrumento importante para auxiliar a detectar as dificuldades do processo de ensino-aprendizagem e superá-las.
O processo de avaliação deve trazer novas oportunidades de aprendizagem, permitindo que o aluno reflita sobre o seu desenvolvimento (auto-avaliação) e, partindo de intervenções externas - do professor - possa ter uma atitude pro-ativa, avançando no seu ciclo de desenvolvimento. Ou seja, a avaliação deve deixar de ter um fim em si mesmo ou ser apenas um instrumento de medição e rotulação, para ser um instrumento de aprendizagem.
Diante disso, torna-se necessário uma atitude em torno da prática educativa, que envolve a relação entre o planejamento do trabalho docente, a sua efetivação através do ensino e da aprendizagem, o processo avaliativo e as condições estruturais de trabalho dos profissionais da educação, de modo a promover o sucesso do processo educativo e conseqüentemente a permanência dos alunos na escola.

Palavras- chave: Ensino, Aprendizagem, Sucesso, Permanência, e Avaliação

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
COOL,C.;PALACIOS, J & MARCHESI, A. (Orgs). Desenvolvimento Psicológico e Educação: Psicologia da Educação. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1996
DAVIS, C.;SOUZA E SILVA, M.A.S. & ESPOSITO, Y.L. O papel e o valor das interações sociais em sala de aula, Cadernos de Pesquisa, n. 71, 1989
GROSBAUM, Marta Wolak.  Progestão: como promover o sucesso da aprendizagem do aluno e sua permanência  na escola? Brasília: CONSED, 2001.

HOFFMANN, Jussara M. L . Avaliação, Mito e Desafio: uma perspectiva construtivista. Porto Alegre: Mediação, 1997

LUCKESI, C.C. Avaliação da Aprendizagem Escolar. São Paulo: Cortez,1994.

MOREIRA, A.F & SILVA, T.T.(Orgs). Currículo, Cultura e Sociedade. São Paulo: Cortez, 1994

PIAGET, Jean. O nascimento da Inteligência na Criança. Rio de Janeiro: Zahar, 1980

WOOLFOLK, A.E. Psicologia da Educação. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000