segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Progestão - parte 2


Ai vai mais um textinho que escrevi  no curso de Progestão. Leiam, reflitam e comentem.

Como promover o sucesso da aprendizagem do aluno e a sua permanência na escola?
                                                                                                        Por: Gardênia Guedes


Neste século, as mudanças educacionais se tornaram visíveis e com isso tornam-se necessárias discussões como: o que, como e quando se deve ensinar e avaliar? , como fazer com que o aluno se sinta seduzido pela escola e então nela permaneça?  Obviamente, cada resposta que surge é oriunda de uma forma específica de conceber o processo ensino – aprendizagem.
Sendo assim, garantir a permanência dos alunos na escola com aprendizagens de qualidade alcançando assim o sucesso pedagógico e social, tem sido a maior preocupação das escolas, pois considera- se que historicamente o fracasso escolar (altos índices de repetência, evasão e analfabetismo) vem marcando tragicamente, a trajetória desse processo. Esforços de vários sujeitos e diversas ordens são feitas para contribuir na construção de alternativas que venham produzir mudanças estruturais na escola como um todo e na prática pedagógica do professor em particular.
No campo teórico, há focos de investimentos no desenvolvimento de pesquisas que fomentem novos paradigmas educacionais que centrem na garantia de aprendizagens dos alunos para a construção de suas cidadanias e de suas emancipações; que estimulem as habilidades dos alunos, a criatividade, o dinamismo, a consciência critica, a expressão pessoal, que os levem a se reconhecerem como sujeitos históricos construtores de realidade social, através de uma pedagogia voltada para as diferenças que permeiam a sala de aula; que favoreçam o diálogo e a mediação entre as histórias de vida dos alunos, em função de uma sociedade ética, mais justa e igualitária. Isso exige uma prática educativa que considere as diferentes subjetividades dos educandos que conseqüentemente, desenvolvem formas e ritmos diversos de aprendizagens.
Tendo isso como ponto de partida, é preciso que a escola reconheça a historicidade dos alunos e se comprometa a resgatá-la, com referência para a elaboração do trabalho pedagógico, sua efetivação por meio do ensino, das aprendizagens e do processo de avaliação. Daí a importância do professor em descobrir quem são seus alunos, o que sabem sobre os conteúdos, como aprendem quais os princípios essenciais para levar os alunos a apropriarem dos conhecimentos, e o que é necessário para contribuir na construção de sua cidadania.
É fundamental que novas posturas sejam adotadas, que o acesso ao conhecimento dos que freqüentam a escola seja facilitado, que seja promovida ações para a construção de um autoconceito positivo. Assim, o sentido pedagógico do ensino garante um espaço para viabilização das aprendizagens, pois o ensino de fato só se efetiva, se houver correspondência com as aprendizagens significativas dos docentes. Isso implica, na responsabilidade da escola em conceder os meios didáticos e pedagógicos, visando à construção de um ambiente rico, proveitoso e gratificante para todos.
Sabe-se que isso não é tarefa fácil, mas é imprescindível para se conseguir o sucesso do aluno e sua permanência na escola, práticas como sala de aulas organizadas, professores competentes, aprendizagens desafiantes, significativas, divertidas, elogios, motivação constante e finalmente, uma visão de avaliação como instrumento importante para auxiliar a detectar as dificuldades do processo de ensino-aprendizagem e superá-las.
O processo de avaliação deve trazer novas oportunidades de aprendizagem, permitindo que o aluno reflita sobre o seu desenvolvimento (auto-avaliação) e, partindo de intervenções externas - do professor - possa ter uma atitude pro-ativa, avançando no seu ciclo de desenvolvimento. Ou seja, a avaliação deve deixar de ter um fim em si mesmo ou ser apenas um instrumento de medição e rotulação, para ser um instrumento de aprendizagem.
Diante disso, torna-se necessário uma atitude em torno da prática educativa, que envolve a relação entre o planejamento do trabalho docente, a sua efetivação através do ensino e da aprendizagem, o processo avaliativo e as condições estruturais de trabalho dos profissionais da educação, de modo a promover o sucesso do processo educativo e conseqüentemente a permanência dos alunos na escola.

Palavras- chave: Ensino, Aprendizagem, Sucesso, Permanência, e Avaliação

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
COOL,C.;PALACIOS, J & MARCHESI, A. (Orgs). Desenvolvimento Psicológico e Educação: Psicologia da Educação. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1996
DAVIS, C.;SOUZA E SILVA, M.A.S. & ESPOSITO, Y.L. O papel e o valor das interações sociais em sala de aula, Cadernos de Pesquisa, n. 71, 1989
GROSBAUM, Marta Wolak.  Progestão: como promover o sucesso da aprendizagem do aluno e sua permanência  na escola? Brasília: CONSED, 2001.

HOFFMANN, Jussara M. L . Avaliação, Mito e Desafio: uma perspectiva construtivista. Porto Alegre: Mediação, 1997

LUCKESI, C.C. Avaliação da Aprendizagem Escolar. São Paulo: Cortez,1994.

MOREIRA, A.F & SILVA, T.T.(Orgs). Currículo, Cultura e Sociedade. São Paulo: Cortez, 1994

PIAGET, Jean. O nascimento da Inteligência na Criança. Rio de Janeiro: Zahar, 1980

WOOLFOLK, A.E. Psicologia da Educação. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000

2 comentários:

Anônimo disse...

Como promover o sucesso da aprendizagem do aluno?
Certa vez, participei de uma situação que hoje eu considero no mínimo irresponsável. Fui contratado por uma escola particular, de C. do Araguaia, para dar aulas de Matemática para turmas do 6º ao 9º ano, chegando até a substituir temporariamente uma professora da mesma matéria na Esc. Est. 14 de Abril. Eu podia dominar o conteúdo, mas não tinha noção nenhuma de como promover a aprendizagem dos pobres alunos. Didaticamente eu era, e ainda sou completamente ignorante, muito embora instintivamente e pelo método da experimentação prática, e eu nem sei se isso existe, eu tenha conseguido certo êxito. Para agravar a situação, eu tinha quase a mesma idade dos alunos do 9º ano. Foi uma aventura pra mim, e uma irresponsabilidade daqueles que me contrataram!
Mesmo não sendo um Educador, nome chique para “fessô”, que era como meus ‘pobres’ alunos me chamavam, posso concluir primariamente que um “fessô” qualificado e bem preparado é primordial para uma aprendizagem de sucesso. Mas não basta apenas a qualificação profissional. Ele deve estar altamente motivado a produzir e alcançar resultados excepcionais. O foco primordial deve estar na pessoa do professor. Na valorização dele, como indivíduo. O professor deve se sentir Valorizado pelo Estado, pela sociedade e pela comunidade escolar. Seu status social deve estar em conformidade com a importância do serviço que presta, sendo explicitamente reconhecido, mediante um alto salário, compatível com um cargo de tamanha relevância.
Outro ponto, e não o último, diz respeito à questão da alfabetização, que eu vou chamar de base intelectual. Tem haver com os primeiros anos do educando em contado com o processo de aprendizagem bem como os estímulos fomentados nesta fase. Na minha breve aventura em sala de aula, notei que a maioria dos alunos não sabia realizar processos elementares de aritmética, tinham muita dificuldade em interpretação de textos, além de um bloqueio incrível de criação, ou produção de processos e mecanismos próprios que possibilitassem a solução de problemas elementares. Em outras palavras, raciocínio lógico atrofiado por falta de estímulo; fruto de uma base intelectual extremamente comprometida. Acredito como leigo no assunto, que quanto mais precoce e eficiente este estímulo, melhor e mais potente a resposta no futuro. Portanto, os primeiros anos na escola determinaram o sucesso do aluno na maravilhosa aventura em busca do conhecimento.
Quanto à permanência na escola, indico o método altamente científico desenvolvido e empregado por mães de todo o mundo quando o filho está com preguiça de ir à escola. Tinha dias que nem se a Xuxa estivesse na escola e fosse minha professora eu queria ir. Refiro-me a uma boa vara verde. A minha usava tijolo, o cabo da vassoura, o fio do ferro de passar... Visto que estamos em tempos modernos, hoje elas podem usar o notebook pra bater com ele na cabeça do anjinho, o cabo da impressora pra bater no lombo do animalzinho... Tudo com muito amor e carinho, lógico. É impressionante o alto poder terapêutico sobre a indolência pueril e o elevado poder de persuasão desses objetos nas mãos de uma mãe de TPM... São tão poderosos que uma mãe de posse desse recurso altamente científico, como já dito, é capaz de converter um mulçumano xiita ao cristianismo em questão de segundos... kkkkk Brincadeiras à parte, pai e mãe devem estar presente.
Em resumo. Um mestre preparado, altamente motivado, uma base bem feita e o acompanhamento dos pais sinalizam, em princípio, uma aprendizagem sólida, produtiva, duradoura e satisfatória, né?

Gardênia Guedes disse...

Max, sem dúvida nenhuma você foi muito estimulado, pois escrever com tanto senso de humor não é pra qualquer um...me acabei de rir com a descrição do seu método altamente científico kkkkkkk

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